Não é Minha Palavra Como Fogo!

 

 
NÃO É MINHA PALAVRA COMO FOGO!!
 
 
"Não é a minha palavra como o fogo, diz o Senhor, e como um martelo que esmiúça a penha?" (Jeremias 23:29) 
 
A autoridade da Bíblia consiste do fato de ser ela a Palavra do DEUS Todo-poderoso.
   
 
"E me disse: Filho do homem, porventura viverão estes ossos? E eu disse: Senhor DEUS, tu o sabes. Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR." (Ezequiel 37:3-4)
 
"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4:12)
 
"Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé." (Romanos 1:16-17) 
 
 
A investigação do caráter da Bíblia se constitui num esforço no sentido de se descobrir a verdadeira base da sua autoridade. As Escrituras do Antigo e Novo Testamentos formam um cânon devido ao fato de que estas são palavras ou oráculos autorizados. No contexto desta lição e expressão autorizada sugere que a Bíblia em todas as suas partes é a voz de DEUS falando ao homem.
 
Sua autoridade é inerente, sendo como é, nada menos do que um edito imperial: "Assim diz o Senhor."
 
I. BASES DA AUTORIDADE BÍBLICA
 
O mundo moderno, que se encontra vacilante entre a influência desmoralizadora dos ideais satânicos e das filosofias do homem sem DEUS, não aprecia nem respeita a Bíblia. Podemos dizer, porém, que até mesmo esse manifesto desrespeito que o mundo tem para com a Bíblia, se constitui dalgum modo numa prova do caráter sobrenatural desta. Positivamente analisado é uma prova da autoridade da Bíblia.
 
1. Ela foi inspirada por DEUS (2 Timóteo 3:16). Declarar das Escrituras, como elas fazem de si mesmas, que são inspiradas por DEUS, é reconhecer a autoridade suprema que só pertence a DEUS e que elas procedem diretamente dEle. Isto significa que em seu caráter plenário, as Escrituras são, em sua totalidade, a Palavra de DEUS. Elas possuem a peculiaridade indiscutível de ser nada menos que o decreto real divino - "Assim diz o Senhor".
 
2. Ela foi escrita por homens escolhidos (2 Pedro 1:20-21). Este aspecto da autoridade bíblica está entranhavelmente relacionado com o fato de que a mensagem que esses homens escolhidos receberam e pregaram, era inspirada por DEUS. A contribuição específica que isto dá ao estudo da autoridade bíblica é que garante, como temos demonstrado, que a participação humana na autoria da Bíblia, não produz nenhuma imperfeição no valor infinito nem na excelência da mensagem divina. As Escrituras são inerrantes, acima de tudo, porque procedem de DEUS. Prova evidente de que a autoridade da Bíblia independe dos homens inspirados que a escreveram, consiste do fato de que mesmo aqueles livros cujos nomes dos autores são ignorados, são tão inspirados por DEUS quanto os demais que compõem o cânon divino.
 
3. Ela foi crida pêlos que a receberam (João 2:22). No caso do Antigo Testamento, a congregação de Israel, sob a liderança de seus anciãos, reis, profetas e sacerdotes, deu sua aprovação àqueles escritos como sendo divinamente inspirados. No caso do Novo Testamento, a Igreja primitiva, deu sua sanção aos escritos aí contidos completando, assim, o cânon das Escrituras. Sem terem consciência, tanto num caso como no outro, de que estavam sendo usados por DEUS para realizar um objetivo tão importante, aprovaram o cânon da Bíblia como algo de singular valor para todos os homens, em todos os lugares e em to- dos os tempos.
 
4. Ela foi autenticada por JESUS CRISTO (Lucas 24:44). Os quatro Evangelhos contêm nada menos do que trinta e cinco referências diretas do Antigo Testamento citadas por parte do Filho de DEUS. Estas, como se pode notar, não apenas registram seu testemunho no tocante ao caráter divino da inspiração plenária das Escrituras, mas também, tomadas como um todo, contemplam o Antigo Testamento e certificam os aspectos plenários de sua perfeição.
 
Quando CRISTO declarou: "Eu sou... a verdade" (Jo 14.6), Ele estava declarando algo mais que ser verdadeiro. Ele se declarou como a verdade no sentido em que Ele é o tema central da Palavra da Verdade, Ele é o Amém, a Testemunha Fiel e Verdadeira (Ap 1.5; 3.14; Is 55.4). Ele disse acerca de si mesmo: "Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade" (Jo 18.37). 
 
II. OS ANTIGOS ATESTARAM AS ESCRITURAS
 
Os profetas do Antigo Testamento foram divinamente incumbi- dos de transmitir ao povo os oráculos de DEUS, do mesmo modo também os escritores do Novo Testamento. Quando falava com o apóstolo João, o anjo disse-lhe: "...eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas..." (Ap 22.9).A lei mosaica designou responsabilidades específicas a vários grupos e oficiais do Antigo Testamento com respeito às Escrituras.
 
1. As Escrituras em relação ao povo israelita. A congregação de Israel foi dito: "Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso DEUS, que eu vos mando" (Dt 4.2). Está entendido que o povo não possuía a autoridade para questionar o valor da Palavra, nada podendo aumentar ou omitir dela. Cabia-lhe apenas obedecê-la.
 
2. As Escrituras em relação ao rei. A obrigação do rei em Israel para com as Escrituras era como se segue: "Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu rei- no, então escreverá para si um traslado desta lei num livro, do que está diante dos sacerdotes levitas. E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor seu DEUS, para guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, para fazê-los" (Dt 17.18,19).
 
O rei possuía autoridade governamental para matar ou manter vivo a quem ele quisesse, porém, em relação à Palavra de DEUS ele tinha o dever de obedecê-la. Neste particular, o rei em nada era superior ao mais humilde de seus súditos.
 
3. As Escrituras em relação aos juizes. Os juizes eram mediadores em assuntos comuns, domésticos; porém se era trazido perante eles algum assunto mui difícil de re- solver, se apelava para o sacerdote, que servia como corte suprema sobre os juízos. O juiz era instruído da seguinte maneira: "Quando alguma coisa te for dificultosa em juízo... então te levantarás, e subirás ao lugar que escolher o Senhor teu DEUS; e virás aos sacerdotes levitas, e ao juiz que houver naqueles dias, e inquirirás, e te anunciarão a palavra que for do juízo. E farás conforme ao mandado da palavra que te anunciarão do lugar que escolher o Senhor; e terás cuidado de fazer conforme a tudo o que te ensina- ram" (Dt 16.18-20; 17.8-12). Eles eram constituídos sobre o povo para exercer o juízo conforme à Lei, conforme à Palavra do Senhor.
 
4. As Escrituras em relação aos levitas. Aos levitas foi conferida a custódia das Escrituras. Deste modo eles foram instruídos a proceder do seguinte modo: "Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca do concerto do Senhor vosso DEUS, para que ali esteja por testemunha contra ti" (Dt 31.26).
 
5. As Escrituras em relação aos profetas. Ao profeta foi dada a alta responsabilidade de receber e comunicar a Palavra de DEUS. A prova entre o verdadeiro e o falso profeta era tanto razoável como natural. As instruções eram: "E, se disseres no teu coração: Como conheceremos a palavra que o Senhor não falou? Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e tal palavra se não cumprir, nem suceder as- sim, esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou o tal profeta, não tenhas temor dele" (Dt 18.21,22). 
 
III. A BÍBLIA É TUDO QUANTO DIZ SER
 
1. A Bíblia é poder eterno. Quanto a isto, diz o salmista: "Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu" (SI 119.89). Outros escritores da Bíblia corroboram esta declaração (Is 40.8; l Pé 1.25). Sendo a Palavra de DEUS, esta verdade tem sido confirmada através da preservação sobrenatural deste livro singular.
 
2. A Bíblia é poder salvador. Por incorporar o Evangelho, a Bíblia é o "poder de DEUS para salvação" (Rm 1.16), porém, muitos ignoram que o evangelho é dirigido ao homem na forma dum edito. É pregado a todos para ser crido e obedecido, (At 5.32; Rm 2.8; 10.16; 2 Tm 1.8; Hb 5.9; l Pé 4.17).
 
3. A Bíblia é poder santificador. A autoridade da Bíblia é afirmada e demonstrada pelo seu poder santificador. O Senhor orou pêlos seus discípulos: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a "verdade (Jo 17.17). A nação de Israel ainda há de ser santificada pela ação da Palavra da verdade. O próprio DEUS declara: "Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu DEUS e eles serão o meu povo" (Jr 31.33).
 
4. A Bíblia é poder restaurador. Os capítulos 36 e 37 do livro do profeta Ezequiel resumem a destruição e restauração de Israel. Na sua assolação, Israel é assemelhado a um vale de ossos secos. Do que de- pende então a sua completa restauração? Depende da ação poderosa da Palavra de DEUS. Quanto a isto, registra o profeta:
 
"Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize- lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor Jeová a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis." (Ezequiel 37:4-5)
 
5. A Bíblia é poder revelador. Ela testifica e prova a sua autoridade de ser uma revelação dada aos homens. Como diz o salmista, a ex- posição da Palavra de DEUS dá luz;
dá entendimento aos simples (SaImos 119:130). Todas as revelações de coisas celestiais e terrenas, do tempo e da eternidade, do bem e do mau, são derivadas da Palavra de DEUS.
 
Como diz o escritor da Epístola aos Hebreus, na verdade a Palavra de DEUS, viva, eficaz e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, é apta para revelar o escondido e até mesmo as intenções do coração do homem.
 
 
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