Doutrina Bíblica - Substância da Fé Cristã

 

DOUTRINA BÍBLICA - SUBSTÂNCIA DA FÉ CRISTÃ

 

"E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este é o mandamento, como já desde o princípio ouvistes, que andeis nele. Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo.

Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão. Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho.

Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras." (2 João 1: 6-11)

 

I. DOUTRINA DE DEUS, DE CRISTO E DO ESPÍRITO

l. A doutrina de DEUS.

O estudo relacionado à pessoa de DEUS, chama-se "teologia", e versa sobre a existência, a personalidade e a natureza de DEUS.

a. A existência de DEUS. Na primeira página da Bíblia encontra- mos a declaração: "No princípio... DEUS..." (Gênesis 1:1). O cristão temente a DEUS aceita por fé a verdade da Sua existência segundo a revelação contida na Bíblia. Não se trata de fé cega, mas da fé que se baseia nas Escrituras (Hebreus 11:5-6).

b. A personalidade de DEUS. A personalidade de DEUS pode ser provada pêlos pronomes pessoais que o identificam (Jo 17.3; SI 116.1,2);pelas características e propriedades de personalidade que lhe são atribuídas, tais como: tristeza (Gn 6.6), ira (Nm 11.1; 12.9; Rm 1.18), zelo (Dt 6.15), amor (Rm 5.8) e ódio (Pv 6.16); pelas relações que Ele mantém com o homem, como Criador de tudo (Gn 1.1), como Preservador de tudo (Is 40.22-29; 41.13-20), como Benfeitor de todas as vidas (Mt 5.45; 10.29,30), como Governador e Dominador das atividades humanas (Is 40.10-15; 41.1-12), como Pai de seus filhos espirituais (Gl 3.26).

c. A natureza de DEUS. A natureza de DEUS compreende os Seus atributos naturais e morais, quais sejam: vida (Jo 5.26), espiritualidade (Jo 4.24), imutabilidade (Tg 1.17), eternidade (Dt 33.27; SI 90.2), onisciência (l Sm 16.7; At 15.8), onipotência (Gn 17.1; Jó 42.2), onipresença (SI 139.7-12), veracidade (Nm 23.19), fidelidade (Jr 1.12), conselho (Ef 1.11; Is 40.13,14), e santidade (Is 6.3).

2. A doutrina de CRISTO.

a. A humanidade de CRISTO. A humanidade de CRISTO é demonstra- da pela sua ascendência humana (Gl 4.4; Rm 1.3); por seu crescimento e desenvolvimento naturais (Lc 2.40,46,52); por sua aparência pessoal (Jo 4.9); por sua natureza completa (Mt 26.12,38; Lc 23.36); pelas suas limitações humanas sem peca- do (Jo 4.6; Mt 8.24; 21,18); pêlos nomes humanos que lhe foram dados, por Ele mesmo ou por outros (Mt 1:21; Lc 19.10; At 2.22; Mt 21.11;6.3; l Tm 2.5); pelo relacionamento que Ele mantinha com DEUS (Mc 15.34; Jo 20.17).

b. A divindade de CRISTO. A Bíblia corrobora a crença na divindade de CRISTO, quando diz que Ele é DEUS (Jo 1.1), Todo-poderoso (Ap 1.8), eterno (Jo 8.58), Criador (Jo 1.3). Atributos inerentes a DEUS Pai relacionam-se harmoniosamente com CRISTO, provando assim a sua divindade.

c. O caráter de CRISTO. O caráter de CRISTO tem recebido aprovação e a recomendação não apenas de DEUS Pai, mas também dos anjos, e até mesmo da parte dos demônios há o testemunho de que Ele é o Santo de DEUS. De fato a Bíblia o apresenta como: santo (l Jo 3.3,5), amo- roso (Jo 13.1), manso e humilde (Mt II.29).

d. A obra de CRISTO. A obra terrena de CRISTO, consumada na sua morte, tornou-se necessária por causa da santidade e do amor de DEUS (He 1.13; Jo 3.16); por causa do pecado do homem (l Pé 2.24); por causa do cumprimento das Escrituras (Lc 24.25-27). O propósito de DEUS tomou-a necessária (At 2.23).

e. A ressurreição de CRISTO. A ressurreição corporal do Senhor Jesus é o fundamento inabalável do Evangelho e da nossa fé (l Co 15.17).

 

3. A doutrina do Espírito Santo.

a. A natureza do ESPÍRITO SANTO. No estudo da natureza do ESPÍRITO SANTO, destaca-se a sua personalidade. Como uma pessoa que é, o ESPÍRITO SANTO é chamado na Bíblia de:

Espírito de DEUS (l Co 3.16; Gn 1.2); Espírito de CRISTO (Rm 8.9);

ESPÍRITO SANTO (At 1.5); Espírito de Vida (Rm 8.2); e Espírito de Adoção (Rm 8.15,16; Gl 4.5,6).

b. A obra do ESPÍRITO SANTO. Particularmente quanto à pessoa do crente, o ESPÍRITO SANTO nele opera regenerando-o (Jo 3.3-6), batizando-o no corpo de CRISTO (l Co 12.13;

Ef 4.1-16,30), habitando nele (l Co 6.15-19), fortalecendo-o (Ef 3.16), enchendo-o da sua virtude (Ef5.18- 20).

 

II. DOUTRINA DOS ANJOS, DO HOMEM E DO PECADO

1. Anjos. De acordo com a Bíblia, os anjos foram criados por DEUS (Ne 9.6; Cl 1.16). DEUS os criou mais elevados que o homem (SI 8.4,5). Foram criados em inumerável quantidade (Jó 25.3;Dt 33.2; Ap 5.11; Dn 7.10).

Eles não devem ser adorados (Ap 22.9; 19.10;Cl 2.18), pois estão sob o senhorio de CRISTO (Ef 1.20,21; Fp 2.9-11).Na consumação do século, anjos bons e maus terão papel decisivo nos eventos finais. Os bons se manifestarão na glória com CRISTO (Mt 24.30,31) cooperando na ressurreição dos mortos (l Ts 4), no ajuntamento dos escolhidos, na ceifa final, no julgamento das nações e na extinção total da iniqüidade (Mt 13.39-42). Os maus, sob o comando de Satanás, afligirão os homens com sofrimentos terríveis, e por fim serão lançados no inferno de chamas eternas (Mt 25.41; Ap 20.10).

2. Homem. Mediante o que diz a Bíblia, o homem é criatura de DEUS, formado à imagem e semelhança do Criador (Gn 1.26). O homem é um ser tricotômico, isto é, dotado de espírito, alma e corpo (l Ts 5.23). O homem foi criado reto (Ec 7.29) condição da qual caiu por causa da queda no Éden. Criado por DEUS, o homem foi destinado: à vida no mundo (Gn 2.7), para amar o próximo (Gn 2.18), para o domínio da Criação (Gn 1.27- 30), para o louvor de DEUS (SI 8.5-9;-96; 98).De toda a história do homem, o mais triste e trágico episódio foi, sem dúvida, a sua desobediência e conseqüente queda (Gn 3).

3. Pecado. A Bíblia ensina que a origem do peca- do na história da raça Humana foi a transgressão voluntária de Adão no Éden. O homem deu ouvido à insinuação do tentador, de que, caso ele se colocasse em oposição a DEUS, tomar-se-ia um igual a DEUS. To- mando e comendo do fruto da árvore que DEUS proibira, Adão caiu, abrindo a porta de acesso do pecado a toda a humanidade (Gn 3.1-6; Rm 5.12,18,19). A luz da Bíblia, o pecado é a inclinação da carne e inimizade contra DEUS (Rm 8.7); tem caráter uni- versal (Rm 3.23; 5.12); é antes de tudo, praticado contra DEUS (Tg 2.8-11); tem lugar primeiramente no coração (Mt 5.27,28; 15.19; 7.21- 23).

III. DOUTRINA DA SALVAÇÃO, DA IGREJA E DAS ÚLTIMAS COISAS

1. A doutrina da salvação. A redenção do homem é o sublime tema de toda a Bíblia. Como forma de tornar compreensível a questão da salvação, a Bíblia a coloca da seguinte maneira: a) a salvação procede de DEUS e não do homem (Rm 6.23); b) somente JESUS pode salvar o pecador (Lc 19.10); c) a salvação é obtida pela graça de DEUS e não por obras humanas (Ef 2.8-10); d) a salvação abrange espírito, alma e corpo do homem; e) a salvação tem alcance eterno (Rm 5.1; l Ts 5.23; Cl 3.4); f) o descuido da salvação trará males terríveis; g) a salvação nos vem pela fé em CRISTO (Rm 1.16,17;10.9,10,17; Gl 3.1-11,22,26); e h) a Trindade Divina coopera com o pecador na sua salvação (Jo 1.12,13;3.3-7).

2. A doutrina da Igreja. A Igreja é formada exclusivamente de pessoas nascidas de novo pela ação do ESPÍRITO SANTO e da Palavra de DEUS (Jo 3.5), para que por meio dela o Senhor JESUS realize a sua obra neste mundo (Ef 4.11-16). A doutrina da Igreja no contexto das Escrituras, de princípio, pode ser resumida nos seguintes itens: a) a palavra "igreja", empregada em sentido universal, designa o corpo de CRISTO (Rm 12.5); b) a Assembléia Universal é descrita sob a forma dum templo (Ef 2.22; l Pé 2.5); c) a Assembléia Universal dos salvos é a esposa de CRISTO (Ap 21.2); e d) a assembléia local deve compor-se somente de membros regenerados.E necessário o aperfeiçoamento da igreja local na pessoa de cada um de seus membros. Para isso CRISTO concedeu dons aos homens para o aperfeiçoamento da Igreja: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres (Ef 4.11-16). Deste modo através da multiforme ação de seus ministros, DEUS aperfeiçoa a sua Igreja em todos os seus aspectos.

3. A doutrina das últimas coisas. Para o crente em JESUS, o futuro reserva uma maravilhosa expectativa - a volta de CRISTO, sob dois aspectos: primeiro, o arrebatamento dos salvos, abrangendo todos aqueles que morreram em CRISTO, bem como os vivos que fielmente o aguardam (l Ts 4.16,17); e segundo, a sua manifestação em glória acompanhado de seus amos e santos antes arrebatados, a fim de exercer o juízo sobre as nações e implantar o Milênio na Terra (Mt 24.37-39;25.31-46; 2 Pé 3.10-13; Ap 20.4-7).

Ninguém aqui na terra (nem mesmo os anjos do céu) sabe a data e hora em que esse evento ocorrerá. A certeza que temos é a de que ele não demorará. Todos os sinais indicam que a plena redenção dos filhos de DEUS rapidamente se aproxima (Lc 21.28). Esperemo-la, pois!

"Porque Deus não é Deus De confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos." (1 Coríntios 14:33)

 

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