Toda a Escritura Divinamente Inspirada √Č Proveitosa Para Ensinar!

 

TODA A ESCRITURA DIVINAMENTE INSPIRADA √Č PROVEITOSA PARA ENSINAR!

 

"Na verdade, há um espírito no homem, e a inspiração do Todo-Poderoso o faz entendido." (Jó 32:8)

 

√Č A INPIRA√á√ÉO DIVINA QUE FAZ DA B√ćBLIA UM LIVRO SINGULAR, ISENTO DE CONTRADI√á√ēES E ERRO

"Tu, por√©m, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te s√°bio para a salva√ß√£o, pela f√© que h√° em Cristo Jesus. Toda a Escritura √© divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarg√ľir, para corrigir, para instruir em justi√ßa; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instru√≠do para toda a boa obra." (2 Tim√≥teo 3:14-17)

"E temos, mui firme, a palavra dos profetas, √† qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, at√© que o dia amanhe√ßa, e a estrela da alva apare√ßa em vossos cora√ß√Ķes. Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura √© de particular interpreta√ß√£o.Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Esp√≠rito Santo." (2 Pedro 1:19-21)

O uso teol√≥gico da palavra inspira√ß√£o tem a finalidade de designar a influ√™ncia controladora que DEUS exerceu sobre os escritores da B√≠blia. Tem a ver com a habilidade comunicada pelo ESP√ćRITO SANTO, de receber a mensagem divina e de registr√°-la com absoluta exatid√£o.

O que diferencia a B√≠blia de todos os demais livros do mundo √© a sua inspira√ß√£o divina. √Č devido √† sua inspira√ß√£o que a B√≠blia √© chamada A Palavra de DEUS.
 

 
l. O FATO DA INSPIRA√á√ÉO DA B√ćBLIA

Existe a necessidade de que compreendamos a contribui√ß√£o exata do fato de que a inspira√ß√£o divina das Escrituras resume a totalidade do prop√≥sito divino na revela√ß√£o. Este √© um assunto que precisa ser exposto com a mais absoluta clareza face √†s obje√ß√Ķes contra ele levantadas.

Contra a crença de que as Escrituras resumem em si a totalidade do propósito da revelação divina, levantam-se os seguintes argumentos:

1. CRISTO versus ap√≥stolos. Um conceito que tem sido formulado consiste em distinguir entre a suposta cren√ßa de CRISTO e a dos ap√≥s- tolos. Tem o prop√≥sito de apresentar CRISTO em oposi√ß√£o aos ap√≥stolos, procurando salv√°-los das err√īneas tradi√ß√Ķes dos juDEUS, incluindo evidentemente a cren√ßa na inerr√Ęncia das Escrituras. Procurando dar base escritur√≠stica a esta err√īnea interpreta√ß√£o valem-se de passagens b√≠blicas, como: Mateus 22.29; Marcos 12.24 e Jo√£o 5.39.

Acerca destas passagens, pode- se demonstrar com relativa facilidade que a primeira delas foi dirigida não aos apóstolos, mas aos saduceus e não há evidência de que essa crítica tivesse sido dirigida àqueles apóstolos que escreveram o Novo Testamento, nem tampouco aos que não o escreveram. Qualquer que seja a interpretação da frase da segunda referência ("porque julgais ter nelas a vida eterna") é o oposto da nossa crença de que as Escrituras do Antigo Testamento "são as que testificam" de CRISTO (Cf. Lc 24.27).

2. Acomoda√ß√£o. Segundo este argumento, os ap√≥stolos criam que a inerr√Ęncia das Escrituras judaicas se constitu√≠a numa teoria insustent√°vel. Deste modo, em vez de adotarem uma linha de interpreta√ß√£o revolucion√°ria, os escritores do Novo Testamento decidiram por acomodar a sua linguagem √† realidade espiritual de seus dias. Um dos principais defensores deste argumento, disse que "as Escrituras do Novo Testamento est√£o completamente dominadas pelo esp√≠rito de sua √©poca, assim o seu testemunho concernente √† inspira√ß√£o das Escrituras carece de valor independente".

3. Ignor√Ęncia. De igual maneira se diz que os ap√≥stolos eram "homens sem letras e indoutos" (At 4.13) e, portanto, estavam sujeitos a errar, e que CRISTO, devido √† sua encarna√ß√£o, sabia apenas um pouco acima dos seus contempor√Ęneos. Ainda, segundo este argumento,
uma vez que CRISTO não teve acesso às descobertas científicas do nosso tempo, não podia ter estado muito acima do nível cultural da sua própria época.

4. Contradi√ß√£o. Sempre tem havido quem discuta no tocante a supostas "contradi√ß√Ķes", "inexatid√Ķes" e "inconsist√™ncias" das Escrituras. Segundo esses cr√≠ticos, um livro n√£o pode ter t√£o grande valor como o atribu√≠do √† B√≠blia, quando cont√©m todos estes elementos.

Os assuntos tratados nesta divis√£o n√£o s√£o algo novo. A nega√ß√£o da origem divina das Escrituras tem aparecido em todas as gera√ß√Ķes neste mundo onde medra a incredulidade. A raiz do problema est√° no que se h√° de aceitar como √ļltima palavra no assunto: Devemos aceitar o ensinamento da B√≠blia ou ensinamento dos homens?
 
II. TEORIAS DA INSPIRA√á√ÉO DA B√ćBLIA
 

Quanto à inspiração da Bíblia, existem várias teorias falsas, contra as quais o cristão deve precaver-se. Dentre elas destacam-se as seguintes:

1. A teoria da inspira√ß√£o natural humana. Essa teoria ensina que a B√≠blia foi escrita por homens de inigual√°vel intelig√™ncia. Os defensores desta teoria s√£o da opini√£o de que assim como t√™m havido artistas excepcionais, m√ļsicos e poetas que t√™m produzido obras de vulto, tamb√©m existiram homens dotados duma percep√ß√£o espiritual t√£o excepcional que, devido os seus dons inatos, puderam escrever a B√≠blia. Esta √© a forma que acham para negar a sobrenaturalidade do texto sagrado.

2. A teoria da inspiração divina comum. Essa teoria ensina que a inspiração dos escritores da Bíblia é a mesma que hoje nos vem quando oramos, pregamos, cantamos, etc. Assim entendido, qualquer pessoa com maior ou menor nível de inspiração, seria capaz de escrever outra Bíblia.

Tal teoria √© err√īnea, uma vez que a inspira√ß√£o comum, que o ESP√ćRITO SANTO hoje nos comunica, admite grada√ß√£o, isto √©, pode manifestar-se em maior ou menor intensidade, ao passo que a inspira√ß√£o dos escritores da B√≠blia n√£o admite graus. O escritor era ou n√£o inspira- do.

3. A teoria da inspiração parcial. Ensina que partes da Bíblia são inspiradas, outras não. Ensina que a Bíblia não é a Palavra de DEUS, mas que ela apenas contém a Palavra de DEUS. Evidentemente essa teoria vem de encontro à declaração do Apóstolo Paulo segundo a qual "Toda Escritura é inspirada por DEUS..." (2 Tm 3.16 - ARA).

4. A teoria do ditado verbal. Ensina que a inspiração da Bíblia é somente quanto às palavras, não deixando lugar para a atividade e estilo do escritor, patente em cada livro. Lucas, por exemplo, fez cuidadosa investigação de fatos conhecidos para escrever o seu Evangelho (Lc 1.3).

5. A teoria da inspiração das idéias. Essa teoria ensina que DEUS inspirou as idéias da Bíblia, mas não as suas palavras; estas ficam a cargo dos escritores.

III. O CONCEITO CORRETO DE INSPIRAÇÃO

Não basta mencionar as teorias falsas quanto à inspiração das Escrituras; necessário se faz tratar do que bíblica e teologicamente se entende por inspiração divina das Escrituras.
 

1. Inspira√ß√£o Plen√°ria ou Verbal. A teoria correta da inspira√ß√£o da B√≠blia √© chamada "Teoria da Inspira√ß√£o Plen√°ria ou Verbal". Ela ensina que todas as partes da B√≠blia s√£o igualmente inspiradas; que os escritores n√£o funcionaram como simples rob√īs, mas que houve coopera√ß√£o vital entre eles e o Esp√≠rito de DEUS que neles agia.
 

A teoria da inspira√ß√£o plen√°ria ou verbal afirma que homens santos de DEUS escreveram a B√≠blia com palavras de seu vocabul√°rio, por√©m, sob a influ√™ncia poderosa do ESP√ćRITO SANTO, de sorte que o que eles escreveram foi a Palavra de DEUS. Ensina que a inspira√ß√£o plen√°ria cessou ao ser escrito o √ļltimo livro do Novo Testamento, e que depois disso, nem os mesmos escritores, nem qualquer outro servo de DEUS pode ser chamado inspirado no mesmo sentido.
 

2. Revelação e Inspiração Divinas. A inspiração das Escrituras só pode ser compreendida à luz da revelação de DEUS. Revelação é a ação de DEUS pela qual Ele dá a conhecer ao escritor coisas desconhecidas e que o homem por si só jamais poderia saber (Dn 12.8; l Pé 1.10,11). Certamente que a inspiração nem sempre implica em revelação. Toda a Bíblia foi inspirada por DEUS, mas nem toda ela foi dada por revelação. São Lucas, por exemplo, foi inspirado a examinar trabalhos já conhecidos e averiguar fatos notórios, a fim de escrever o terceiro Evangelho (Lc 1.1-4). O mesmo se deu com Moisés, que foi inspirado a registrar o que presenciara no seu dia-a-dia, como relata o Pentateuco.
 

IV. PROVAS DA INSPIRA√á√ÉO DA B√ćBLIA
 

Dentre outras provas da inspiração das Escrituras, mencionaríamos as seguintes:
 

1. A aprovação da Bíblia por JESUS. JESUS aprovou a Bíblia ao lê- la (Lc 4.16-20), ao ensiná-la (Lc 24.27), ao chamá-la "a palavra de DEUS" (Mc 7.13), e ao cumpri-la (Lc 24.44).
Quanto ao Novo Testamento, em Jo√£o 14.26, o Senhor antecipada- mente p√īs nele o selo de sua aprova√ß√£o divina, ao declarar: "Mas aquele Consolador, o ESP√ćRITO SANTO, que o Pai enviar√° em meu nome, esse vos ensinar√° todas as coisas, e vos far√° lembrar de tudo quanto vos tenho dito". Assim sendo, o que os ap√≥stolos ensinaram e escreveram n√£o foi a recorda√ß√£o deles mesmos, mas a do ESP√ćRITO SANTO. JESUS disse ainda que o ESP√ćRITO SANTO nos guia- ria em "toda a verdade" (Jo 16.13,14). Portanto, no Novo Testa- mento temos a ess√™ncia da revela- √ß√£o divina.
 

2. O testemunho do ESP√ćRITO SANTO no crente. Em cada pessoa que aceita a JESUS como Salvador, o ESP√ćRITO SANTO p√Ķe na sua alma a certeza quanto √† autoria e inspira√ß√£o divina das Escrituras. √Č algo instant√Ęneo. N√£o √© preciso ningu√©m ensinar isso. Quem de fato aceita a JESUS como Salvador pessoal, aceita tamb√©m a B√≠blia como a Palavra de DEUS, sem argumentar.

3. O fiel cumprimento da profecia. In√ļmeras profecias se cumpriram no passado, em sentido parcial ou total; in√ļmeras outras cumprem-se em nossos dias, e muitas outras cumprir-se-√£o no futuro.

O cumprimento contínuo das profecias bíblicas é uma prova da sua origem divina. O que DEUS disse, sucederá (Jr 1.12).

Glória a DEUS por tão sublime livro!
 

4. A Bíblia é sempre nova e inesgotável. O tempo não exerce nenhuma influência sobre a Bíblia.
√Č o livro mais antigo do mundo, e ao mesmo tempo o mais moderno. Em mais de vinte s√©culos o homem jamais p√īde melhor√°-la. Um livro humano j√° teria caducado em bem menos tempo. Para o salvo, isto constitui insofism√°vel prova da B√≠blia como a imut√°vel Palavra de DEUS.


 



www.casadosenhor.com.br
Salvar em PDF
Compartilhar

Estudos Bíblicos. Rádio Web Nova Vida - Bíblia Online

Minist√©rio Internacional Casa do Senhor. © 2003-2018 Todos os direitos reservados. ®