O SENHOR é Minha Luz! Salmo 27

 

O SENHOR √Č MINHA LUZ!

"O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?

 

Quando os malvados, meus adversários e meus inimigos, se chegaram contra mim, para comerem as minhas carnes, tropeçaram e caíram. Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nisto confiaria. Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo.

Porque no dia da adversidade me esconder√° no seu pavilh√£o; no oculto do seu tabern√°culo me esconder√°; p√īr-me-√° sobre uma rocha. Tamb√©m agora a minha cabe√ßa ser√° exaltada sobre os meus inimigos que est√£o em redor de mim; por isso oferecerei sacrif√≠cio de j√ļbilo no seu tabern√°culo; cantarei, sim, cantarei louvores ao SENHOR. Ouve, SENHOR, a minha voz quando clamo; tem tamb√©m piedade de mim, e responde-me. Quando tu disseste: Buscai o meu rosto; o meu cora√ß√£o disse a ti: O teu rosto, SENHOR, buscarei." (Salmo 27:1-8)

N√£o resta alternativa no c√Ęntico do salmista: a quem temer, se o Senhor √© luz e salva√ß√£o? H√° algo ou algu√©m a temer?
O Senhor √© o caminho que conduz √† salva√ß√£o. Ele √© a luz que proporciona um comportamento livre de esc√Ęndalo "Aquele que ama a seu irm√£o est√° na luz, e nele n√£o h√° esc√Ęndalo" (I Jo√£o 2: 10).
Perceba a relação que há entre 'caminho' e 'viver em Espírito', 'luz' e 'andar no Espírito'. Quem vive no Espírito é porque entrou pela porta estreita, que é Cristo, e passou a trilhar o caminho que conduz à salvação (Mateus 7: 13).
A recomendação de Paulo para os que trilham o caminho que conduz à salvação é: andai também no Espírito (Gálatas 5: 25), ou seja, agora que os cristãos eram filhos da luz, deviam andar como filhos da luz."Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no SENHOR; andai como filhos da luz" (Efésios 5: 8).
Quem anda na luz pauta o seu comportamento pela comunh√£o com os seus irm√£os e semelhantes "Mas, se andarmos na luz, como ele na luz est√°, temos comunh√£o uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado"I Jo√£o1:7
Portanto, como temer, se Deus √© o caminho (salva√ß√£o), e a luz (l√Ęmpada para os p√©s) para os que nele esperam.
Novamente o salmista reafirma a idéia da questão abordada: Deus é poder, ou seja, a força da vida do salmista (v. 1).
A investida dos inimigos é inócua, uma vez que, todos os malvados inimigos tropeçaram e caíram quando investiram contra o salmista. A investida dos inimigos e adversários representam o pior que poderia acontecer a um rei, porém, diante do poder do Senhor todos os receios do salmista desapareceram.
Novamente o salmista aponta para o que seria o maior receio de um rei, e reafirma a sua confian√ßa em Deus (v. 3). Diante de ex√©rcitos o cora√ß√£o do salmista n√£o temia. Diante da guerra, ele confiava em Deus. Para os inimigos um quadro c√īmico: trope√ßam e caem.
Ainda que exércitos, guerras, adversários e inimigos se levantem, nisto ele confiaria: "O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?" (v. 1).
 4 Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo.
Qualquer rei pag√£o pediria ao seu deus livramento dos seus inimigos. O salmista, por confiar em Deus, pede uma √ļnica coisa: '...que possa morar na casa do Senhor...' (v. 4). A confian√ßa em Deus faz com que o comportamento dos pag√£os seja diferente dos crentes.
Por que o salmista pediu ao Senhor e buscou morar na casa do Senhor TODOS os dias da sua vida? Por que o salmista n√£o buscou ser livre dos inimigos? Porque ele desejava contemplar a formosura de Deus, aprendendo no seu templo.
A formosura que o salmista desejava contemplar e queria aprender é acerca dos atributos de Deus, como a bondade, a misericórdia, o amor, a justiça, etc (v. 4).
 5 Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; por-me-á sobre uma rocha.
6 Tamb√©m agora a minha cabe√ßa ser√° exaltada sobre os meus inimigos que est√£o em redor de mim; por isso oferecerei sacrif√≠cio de j√ļbilo no seu tabern√°culo; cantarei, sim, cantarei louvores ao SENHOR.
Por que a preocupa√ß√£o do salmista n√£o √© com os inimigos, e sim com o Senhor? Porque √© o Senhor que na adversidade haver√° de esconder o salmista no seu abrigo (pavilh√£o). No lugar oculto da pr√≥pria casa de Deus (tabern√°culo) o salmista seria acolhido e escondido da adversidade. Estar escondido no abrigo de Deus √© estar sobre a rocha. √Č estar seguro (v. 5).
Também será no dia da adversidade que Deus dará livramento ao salmista, uma vez que a sua 'cabeça' será exaltada acima dos seus inimigos. Enquanto o salmista permaneceria de pé no dia da adversidade, os seus inimigos tropeçariam e cairiam.
Enquanto quem n√£o tem um conhecimento apurado de Deus procura oferecer novilhos, bois, etc., o salmista diante do livramento do Senhor prop√Ķe oferecer sacrif√≠cio de j√ļbilo (louvor) na presen√ßa de Deus (no tabern√°culo).
O salmista prop√Ķe cantar ao Senhor louvores, pois este √© o sacrif√≠cio que Deus se agrada. Observe que o escritor ao Hebreus reafirma esta id√©ia: "Portanto, ofere√ßamos sempre por ele a Deus sacrif√≠cio de louvor, isto √©, o fruto dos l√°bios que confessam o seu nome" (Hebreus 13: 15).
O sacrif√≠cio de louvor ou de j√ļbilo √© o professar o nome do Senhor. Quando o homem professa a Deus, o salvador, Ele realiza a sua obra, criando o fruto dos l√°bios: "Eu crio os frutos dos l√°bios: paz, paz, para o que est√° longe; e para o que est√° perto, diz o SENHOR, e eu o sararei" (Isa√≠as 57: 19).
A mensagem do evangelho é anuncio de paz entre Deus e os homens. Todas as chagas do pecado (sara) daqueles que 'olharem' ou 'invocarem' a Deus serão saradas. No evangelho está contido o poder de Deus que cria o fruto dos lábios.
Quando o homem professa a Cristo como salvador conforme o evangelho da graça, a paz entre Deus e os homem é firmada. Ele sara o homem de todas as chagas do pecado, ou seja,a parede de separação é removida. Com base naquilo que Deus realiza, o homem passa a professar a maravilhosa graça de Deus, que é o fruto dos lábios.
√Č porque Deus realiza a sua maravilhosa obra que h√° motivo de louvor, e n√£o o contr√°rio. N√£o √© porque o homem louva que Deus realizar√° a sua obra. Antes, √© porque Deus realizou a sua obra "Eu crio..." (Isaias 57: 19), que o homem tem motivo para louvar: '...paz para os que est√° longe...', o fruto dos l√°bios que professam a Cristo.
Quem professa a Cristo anuncia a paz de Deus aos homens que estão longe, e ao mesmo tempo rede sacrifícios de louvor a Deus pela sua obra realizada (v. 6).
 7 Ouve, SENHOR, a minha voz quando clamo; tem também piedade de mim, e responde-me.
8 Quando tu disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração disse a ti: O teu rosto, SENHOR, buscarei.
9 Não escondas de mim a tua face, não rejeites ao teu servo com ira; tu foste a minha ajuda, não me deixes nem me desampares, ó Deus da minha salvação.
10 Porque, quando meu pai e minha m√£e me desampararem, o SENHOR me recolher√°.
 O salmista espera ser ouvido por Deus, e que a resposta divina seja segundo à piedade.
A busca do salmista √© segundo a palavra de Deus, e n√£o segundo a sua pr√≥pria concep√ß√£o. Foi o Senhor quem disse: "Buscai o meu rosto" por interm√©dio de Davi "Buscai ao SENHOR e a sua for√ßa; buscai a sua face continuamente" (I Cr√īnicas 16: 11), e o homem deve buscar a presen√ßa de Deus, e n√£o as coisas deste mundo (v. 8).
O salmista pede para Deus n√£o esconder a sua face, pois ele sabia que os que n√£o buscam a Deus s√£o filhos da perversidade e da mentira. Por√©m, Deus olhar√° para aqueles que O buscam, pois s√£o gera√ß√£o do Senhor (Salmos 24: 6) "E disse: Esconderei o meu rosto deles, verei qual ser√° o seu fim; porque s√£o gera√ß√£o perversa, filhos em quem n√£o h√° lealdade" (Deuteron√īmio 32: 20).
Somente conhecem a Deus (v√™em o seu rosto) aqueles que s√£o nascidos dele (gera√ß√£o), pois uma √© a gera√ß√£o dos √≠mpios, os descendentes de Ad√£o, e outra a gera√ß√£o dos que buscam a Deus, os filhos do √ļltimo Ad√£o (Cristo).
Ante a impossibilidade do salmista Deus é a ajuda. A presença do Senhor é o motivo de vitória, pois Ele é salvação (v. 9). Os pais representam acolhimento e proteção, porém, quando a esperança de proteção e acolhimento deste mundo falharem, Deus há de acolher o salmista.
11 Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e guia-me pela vereda direita, por causa dos meus inimigos.
12 Não me entregues à vontade dos meus adversários; pois se levantaram falsas testemunhas contra mim, e os que respiram crueldade.
O homem por si s√≥ n√£o consegue descobrir qual √© o caminho de Deus, antes precisa ser ensinado por Deus. √Č por isso que Deus se fez carne e habitou entre os homens, para ensinar os pecadores qual √© o caminho que devem escolher (Salmo 25: 12).
√Č o Senhor que ensina e guia o homem pela vereda direita. Ora, os homens nascidos segundo a descend√™ncia de Ad√£o, ao nascerem entraram por uma porta larga que d√° acesso a um caminho largo que conduz √† perdi√ß√£o, por√©m, para ter acesso ao caminho do Senhor √© preciso nascer de novo, nascer da √°gua (palavra) e do Esp√≠rito.
Àquele que aprende do Senhor, que é humilde e manso de coração, é de novo gerado segundo Deus, em verdadeira justiça e santidade. Ao entrar por Cristo, a porta estreita, terá acesso ao caminho apertado que conduz à vida (Mateus 7: 13- 14).
O salmista espera em Deus que n√£o seja entregue aos seus advers√°rios, que se utilizam de falsas testemunhas para sustentarem as suas inverdades (v. 11). ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†13 13 Pereceria sem d√ļvida, se n√£o cresse que veria a bondade do SENHOR na terra dos viventes.
14 Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR.
¬†O salmista reafirma a sua posi√ß√£o inicial de confian√ßa em Deus. N√£o restava d√ļvida ao salmista: se acaso ele n√£o depositasse confian√ßa em Deus, certo era que pereceria "O SENHOR √© a minha luz e a minha salva√ß√£o; a quem temerei? O SENHOR √© a for√ßa da minha vida; de quem me recearei?" (v. 1).
A confiança do homem advêm da fidelidade e bondade do Senhor. A salvação de Deus é para hoje, ou seja, para aqueles que habitam a terra dos viventes.
Com base na fidelidade de Deus e em tudo que o salmista experimentou, ele recomenda: "Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor" (v. 14). Esperar e confiar compete ao homem com base na fidelidade e bondade do Senhor, porém, é Ele que fortalece segundo a força do seu poder.


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