O Mesmo Deus Da Paz Vos Santifique Em Tudo

 

O MESMO DEUS DA PAZ VOS SANTIFIQUE EM TUDO

 
"O mesmo Deus da Paz vos santifique em tudo e vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1Tessalonicenses 5:23)

Texto B√°sico: 1Pedro 1.13-21

Santificação é uma palavra que usamos muito e entendemos pouco. Ouvimos muito que devemos nos santificar.
 
Mas o que √© santifica√ß√£o? H√° muitas id√©ias contradit√≥rias entre o povo de Deus quanto ao significado, e tamb√©m h√° um grande interesse por uma verdadeira santifica√ß√£o. Sem d√ļvida √© uma das nossas mais profundas necessidades.
 
I. O QUE √Č SANTIFICA√á√ÉO

Na Bíblia encontramos algumas palavras usadas para santo, que nos auxilia a entender melhor seu significado.

Palavras Hebraicas: Qodesh (Substantivo), separação, santidade; Qadash (verbo), separar; Qadosh (adjetivo), santo, sagrado.

Palavras Gregas: Hagiazo, designa a operação divina mediante a qual Deus de uma maneira produz no homem a qualidade subjetiva da santidade; Hieros, sagrado; Hosios, santo; Hagnos, puro, imaculado, sem culpa; Hagios, santo, separado. Nomes que denotam santificação: Hagiásmos, santificação, santidade, consagração; Hagiotes, santidade; Hagiosune, santidade.

O homem está separado, de Deus pelo pecado, e através da união com Cristo vem a reconciliação.

Apesar de definirmos santificação é importante termos em mente estes dois aspectos que a envolve que é: a separação do pecado/mundo e a consagração a Deus. Pois esta separação e consagração a Deus produz no homem um caráter de acordo com este relacionamento com Deus. Forma-se, então, no homem, um caráter santo, semelhante ao de Deus: "Sede santos, porque eu sou santo" (1Pe 1.16).

II. DIFERENÇAS ENTRE A JUSTIFICAÇÃO E A SANTIFICAÇÃO
 
    Justificação                                          Santificação
Posição Legal                                         Condição interna
De uma vez por todas                            Continua por toda vida
Obra inteiramente de Deus                    Nós cooperamos
Perfeita nesta vida                                 Não perfeita nesta vida
A mesma em todos os Cristãos              Maior em alguns do que em outros

III. OS EST√ĀGIOS DA SANTIFICAC√ÉO
 
a. Santificação Posicional. Ocorre no momento em que somos declarados santos ou santificados mediante a fé na morte expiatória de Cristo na cruz. (1Co 1.2; Hb 10.10,14; Jd 1.3; Ef 4.24). Por esta razão, Paulo podia dirigir-se aos crentes das várias igrejas para quais escreveu cartas, algumas das quais  desesperadamente de correção, chamando-os de "santos". Por ex. 1Co 1.2 os cristãos são chamados santos, a despeito de Paulo ter visto nos cristãos coríntios muita coisa para criticar, ainda os chamava "santificados" - não por causa do procedimento deles, mas pelo relacionamento que tinham com Cristo. Esta mudança posicional e também moral, ocorre em nossa vida no momento da regeneração, porque Paulo fala sobre "o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo" (Tt 3.5).
 
Uma vez nascidos de novo, não podemos viver no pecado e ter este como estilo de vida (1Jo 3.9), porque o poder da nova vida espiritual, em nós, impede-nos de render-nos a uma vida de pecados, ou seja, na regeneração o poder do pecado é quebrado.

Há uma coincidência entre regeneração e santificação, porque esta mudança é realmente parte da regeneração.
No dizer "a regeneração torna a árvore boa, a santificação torna o fruto bom".

√Č importante notar que todos come√ßamos em Cristo como santos. Apesar da palavra santo ter sido deturpada por algumas igrejas, que reservam √†s¬†pessoas que p√Ķem num pedestal, √†s quais atribuem m√©ritos extras, que outros podem aproveitar. Na verdade Cristo √© o √ļnico cujos m√©ritos nos s√£o dispon√≠veis. Ningu√©m mais os possui.
 
b. Santificação Progressiva ou Experimental. Este inicia-se na conversão e deve prosseguir durante todo o tempo de nossa vida na terra.
Ainda que o Novo Testamento fale sobre um começo definido de santificação, também a vê como um processo que continua por toda nossa vida cristã.
Embora Paulo diga que seus leitores foram libertados do pecado (Rm 6.11) e que est√£o "mortos para o pecado e vivos para Deus" (Rm 6.11), ele todavia reconhece que o pecado permanece na vida deles, por esta raz√£o, aconselha-os a n√£o deixa-lo reinar novamente e a nem se renderem a ele (Rm 6.12-13).
Portanto o dever deles como cristãos é crescer cada vez mais na santificação, assim como antes cresciam cada vez mais em pecado: "Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para maldade, assim oferecei agora, os vossos membros para servirem a justiça, para santificação" (Rm 6.19). 
 
Que façam isso da mesma maneira: "assim como" antes se ofereciam cada vez mais ao pecado, "da mesma maneira" devem agora se oferecer cada vez mais à justiça para santificação, ou seja uma ação continua de consagração ao Senhor.
 
Isto fica mais evidente em 2Co 3.18: "E todos... somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem..." pois este versículo faz referência ao processo da santificação na vida cristã, este que se dá durante toda nossa vida.

N√£o vamos colocar todas cita√ß√Ķes relacionadas √† santifica√ß√£o progressiva, pois, o Novo Testamento tem uma vasta lista de vers√≠culos que exortam os crentes em todas as igrejas a crescerem em santifica√ß√£o ou seja a imagem e semelhan√ßa de Cristo. Pois todos os escritores tinham em mente que todos crist√£os devem se santificar durante toda vida crist√£.

c. Santifica√ß√£o Plena. Santifica√ß√£o final que s√≥ ser√° efetuada na 2¬™ Vinda de Cristo (Rm 8.29; Ef 5.25-27; 1Jo 3.1-3), no qual seremos aperfei√ßoados conforme a imagem e semelhan√ßa de Cristo em sua totalidade. Isto fica evidente pois √© necess√°rio que o pecado que ainda permanece em nosso cora√ß√£o, embora tornados crist√£os (Rm 6.12-13; 1Jo 1.18) seja retirado ou seja nossa alma libertada, uma vez que morramos e estejamos com o Senhor. Resultado disso √© que nossa alma ser√° aperfei√ßoada cf. Hb 12.23 "...aos esp√≠ritos dos justos aperfei√ßoados". Isto √© bem apropriado, porque prev√™ o fato de que "nunca jamais penetrar√° coisa alguma contaminada" na presen√ßa de Deus, a cidade celestial (Ap 21.27). E tamb√©m pelo fato da santifica√ß√£o envolver a pessoa como um todo, incluindo nosso corpo (2Co 7.1; 1Ts 5.23), ent√£o compreendemos que ela n√£o se completar√° inteiramente antes que o Senhor retorne e ressuscitemos. Pois o nosso Senhor Jesus Cristo "transformar√° o nosso corpo de humilha√ß√£o, para ser igual ao corpo de sua gl√≥ria" (Fp 3.21). √Č "na sua vinda" (1Co 15.23) que seremos vivificados com o corpo da ressurrei√ß√£o e ent√£o iremos levar conosco plenamente "a imagem do celestial" (1Co 15.49).

IV. PODEMOS SER PERFEITOS OU SANTIFICADOS NESTA VIDA?
Apesar de vermos no tópico anterior que a santificação só será plena na vinda de Cristo, este tema foi muito debatido na história cristã. Pois sempre houve mestres que tomasse versículos como Mt 5.48 "Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste" ou 2Co 7.1 "Tendo, pois ó amados, tais promessas, purifiquemos-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" e tem ensinado sobre a possibilidade de se atingir nesta vida um estado de perfeição sem pecado. 

O perfeccionismo contradiz as Escritura ¬†Mt 5.48 "as palavras de Jesus n√£o podem ser for√ßadas a significar algo assim sem provocar discord√Ęncia no Serm√£o, pois ele j√° indicou nas bem-aventuran√ßas que a fome e a sede de justi√ßa s√£o uma caracter√≠stica perp√©tua de seus disc√≠pulos e, no capitulo seguinte, ele nos ensina a orar constantemente 'perdoa-nos as nossas d√≠vidas'.
A fome de justi√ßa e a ora√ß√£o pelo perd√£o, sendo continuas, s√£o indica√ß√Ķes claras de que Jesus n√£o esperava que seus seguidores se tornassem moralmente perfeitos nesta vida.
O contexto mostra que a 'perfeição' à qual ele se refere relaciona-se com o amor, esse perfeito amor de Deus que é demonstrado até mesmo àqueles que não o retribuem".

Também não parece haver qualquer versículo convincente nas Escrituras que ensinem a possibilidade de quem quer que seja ficar completamente isento de pecado nesta vida. Por outro lado, há passagens tanto no Antigo Testamento (1Rs 8.46; Pv 20.9; Ec 7.20), quanto no Novo Testamento (Tg 3.2; 1Jo 1.8,10) que ensinam claramente que não podemos ser moralmente perfeitos nesta vida. Isso fica evidente nos ensinos de Jesus "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dividas (pecados) assim como nós temos perdoado aos nossos devedores (aqueles que pecam contra nós)" (Mt 6.11-12).

Tamb√©m √© importante que salientar que quando o Paulo fala do poder sobre o pecado conferido o crist√£o, ele n√£o diz que n√£o haver√° pecado na vida do crist√£o, mas simplesmente que os crentes n√£o deixam o pecado "reinar" em seus corpos nem "oferecem" seus membros ao pecado (Rm 6.12-13). Ele n√£o diz que eles n√£o ir√£o pecar, mas diz que o pecado n√£o dominar√° ou "n√£o ter√° dom√≠nio" sobre eles (Rm 6.14). O simples fato de ele abordar essas quest√Ķes mostra sua percep√ß√£o de que o pecado continuar√° presente nas vidas dos crentes durante o tempo que estivessem sobre a terra.

Por√©m, uma vez que tenhamos conclu√≠do que a santifica√ß√£o nunca ser√° completada nesta vida, devemos exercitar nossa sabedoria e prud√™ncia pastorais no modo que usamos esta verdade. Pois muitas pessoas podem utilizar como desculpa para n√£o se esfor√ßar em busca da santidade nem para crescer na santifica√ß√£o - procedimento exatamente oposto a in√ļmeros mandamentos do Novo Testamento. Outros, pensando no fato de n√£o podemos ser perfeitos nesta vida, pedem a esperan√ßa de avan√ßar na vida crist√£ - atitude tamb√©m contr√°ria ao claro ensino de Romanos 6 e de outras passagens sobre o poder da ressurrei√ß√£o de Cristo em nossa vida para capacitar-nos a superar o pecado. Portanto, embora a santifica√ß√£o nunca se complete nesta vida, podemos enfatizar que ela nunca deve deixar de aumentar nesta vida.

Conforme "este processo gradual de santificação esta de acordo com o plano geral de Deus, pois, no crescimento das coisas, notamos que as de mais valor são justamente as que gastam mais tempo para chegar à maturidade. Em consumar uma coisa de tão subido e extraordinário valor 'a perfeição do crente' Deus gasta sempre mais tempo.
Num curto período cresce a aboboreira que, por isso mesmo, dura mui pouco tempo, mas muitos anos se gastam no crescimento de um carvalho, que resiste ao poder dos séculos. Assim é também com a obra de Deus, criando o homem à sua imagem e semelhança. Sabemos que a sua obra permanecerá por toda eternidade, e por isso mesmo não se realiza de um dia para o outro".

Cinco concep√ß√Ķes acerca da santifica√ß√£o
1 - Concepção  = Obra de Deus - A santificação é uma obra da graça de Deus. O Espírito Santo opera a regeneração do coração do crente levando-o da rebelião ao amor total. Após a salvação (a resposta humana à graça proveniente de Deus), Deus concede ao ser humano a graça santificadora para capacitá-lo a evitar o pecado deliberado.

Responsabilidade Humana
O ser humano est√° obrigado a fazer a vontade de Deus. Ele deve ser santo (1Pe 1.15-16) e revestir-se do "novo homem" (Ef 4.22,24).
Pela continua desobediência a Deus pode-se perder a salvação. O cristão deve "cumprir a lei como base na fé".

2 - Concep√ß√£o Reformada=Obra de Deus - Deus renova √† sua imagem e semelhan√ßa conformando-nos com Cristo (Rm 8.29). √Č um processo continuo, no qual o Esp√≠rito Santo atua em n√≥s (2Co 3.18).

Responsabilidade Humana - O ser humano deve seguir o exemplo de Cristo. Ele deve servir aos membros do corpo de Cristo (Jo 13.14-15). Ele também deve revestir-se do sentimento de Cristo (Fp 2.5-11).
 O ser humano precisa cooperar com a obra de Deus, expressando gratidão pela salvação.

3 - Concepção Pentecostal = Obra de Deus - Deus produz um batismo no Espírito (a obra inicial da santificação) para produzir crescimento. O sangue de Cristo também nos purifica do pecado continuamente (1Jo 1.7). A Palavra de Deus também produz santificação no crente.

Responsabilidade Humana - O ser humano deve cooperar com o Espírito Santo apresentando-se a Deus (Rm 12.1-2).
Devemos obedecer a Deus constantemente. 
Isso inclui mortificar as coisas pecaminosas que pertencem à nossa natureza terrena (1Ts 4.3-4).

4 - Concepção Keswick = Obra de Deus - Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) vem habitar com o crente e o renova segundo a semelhança de Deus.

Responsabilidade Humana - O ser humano deve viver no Espírito para receber toda a plenitude de Deus (Ef 3.19). O alvo primordial da vida do cristão deve ser o de ter um íntimo relacionamento com Deus.

5 - Concepção Agostiniana Dispensacionalista
Obra de Deus - Na regeneração (no momento da salvação) Deus prepara o individuo para a santificação experimental. O batismo do Espírito Santo coloca o crente no corpo de Cristo, capacitando-o a ter comunhão, receber, poder espiritual, dar fruto etc. O Espírito Santo habita todos os crentes e também "enche" (de unção, de graça) aqueles que se rendem a ele voluntariamente. Por causa da habitação do Espírito Santo, o cristão pode crescer em santificação.

Responsabilidade Humana - O ser humano tem a responsabilidade de andar no Espírito (dependendo continuamente do poder do Espírito). Utilizando o poder de Deus, os cristãos devem evita o pecado, que entristece o Espírito Santo que neles habita. Devemos estar prontos a seguir a vontade e a direção de Deus para as nossas vidas. Os crentes de hoje devem refletir a santidade de Deus como um exemplo da graça de Deus.

Fica evidente neste quadro que todas estas correntes, o homem coopera com Deus na obra da santifica√ß√£o. N√£o estou dizendo que ambas atua√ß√Ķes s√£o iguais, mas simplesmente cooperamos com Deus de maneira condizente √† nossa condi√ß√£o como criaturas de Deus. E tamb√©m pelo fato do Novo Testamento enfatizar o papel que desempenhamos na santifica√ß√£o, √© certo ensinar que Deus ordena que cooperemos com ele nessa atividade.

a) O papel do Deus Tri√ļno na santifica√ß√£o. Visto que a santifica√ß√£o √© principalmente uma obra de Deus, a ora√ß√£o de Paulo torna-se apropriada: "O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo" (Ts 5.23),
 
Uma papel especifico de Deus Pai na santificação é seu processo de nos disciplinar como seus filhos (Hb 12.5-11). Paulo diz aos filipenses que "Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Fp 2.13), mostrando assim um pouco da maneira como Deus os santifica, tanto causando nele o querer sua vontade como dando-lhes poder para faze-la.

O papel de Deus Filho, Jesus Cristo, na santificação é primeiro, que ele conquistou nossa santificação para nós. Portanto Paulo podia dizer que Deus fez com que Cristo no tornasse "sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção" (1Co 1.30). Além disso, no processo da santificação, Jesus é também nosso exemplo, porque corremos a carreira da vida "olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus" (Hb 12.2).
Pedro fala a seus leitores: "Também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos" (1Pe 2.21). Também João diz: "Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou" (1Jo 2.6).

Mas é especificamente Deus Espírito Santo quem atua dentro de nós para nos transformar e nos santificar, dando-nos maior santidade na vida. Pedro fala da "santificação do Espírito" (1Pe 1.2), assim como também Paulo (2Ts 2.13).
√Č o Esp√≠rito Santo que produz em n√≥s o "fruto do Esp√≠rito" (Gl 5.22), os tra√ßos de car√°ter que geram santifica√ß√£o cada vez maior.
Se crescermos na santifica√ß√£o, andamos "no Esp√≠rito" e somos "guiados pelo Esp√≠rito" (Gl 5.16-18; Rm 8.14), isto √©, somos cada vez mais suscept√≠veis aos desejos e √†s orienta√ß√Ķes do Esp√≠rito Santo em nossa vida e car√°ter. O Esp√≠rito Santo √© o esp√≠rito da santidade e produz santidade em n√≥s.

b) O papel humano na santificação. O papel que desempenhamos na santificação é tanto passivo, pelo qual dependemos de Deus nos santifique, como ativo, pelo qual nos esforçamos para obedecer a Deus e dar os passos que aumentarão a nossa santificação.

Primeiro, aquele que pode ser chamado papel "passivo" que desempenhamos na santificação e visto em textos que nos encorajam a confiar em Deus ou a orar pedindo que ele nos santifique.
Paulo fala a seus leitores romanos: "...mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça." (Rm 6.13),
e também "...apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus" (Rm 12.1).
 
Paulo compreende que somos dependentes da obra do Espírito Santo para crescer na santificação, porque ele diz: "Se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis" (Rm 8.13).

Infelizmente, o papel "passivo" na santifica√ß√£o, a id√©ia de oferecer-se a Deus e de confiar que ele efetue em n√≥s "tanto o querer como o realizar, segundo sua boa vontade" (Fp 2.13), √© o √ļnico caminho que algumas pessoas conhecem sobre o caminho da santifica√ß√£o. Muitas vezes ouvimos esta express√£o popular "entregar nas m√£os de Deus" que √© usada como um resumo de como viver a vida crist√£. Mas isto √© uma tr√°gica distor√ß√£o da doutrina da santifica√ß√£o, porque fala apenas de metade do que devemos nos desempenhar e, por isso mesmo, leva muitos crist√£os a negligenciar o papel ativo que as Escrituras ordena que desempenhem na sua pr√≥pria santifica√ß√£o.

Esse papel ativo que devemos desempenhar é indicado em Romanos 8.13, onde Paulo diz:
"Se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis".
 
Aqui Paulo reconhece que é "pelo Espírito" que somos capazes de fazer isso. Mas também diz que devemos faze-lo!
Não é ao Espírito Santo que se ordena à mortificação dos feitos do corpo, mas sim aos cristãos!
De forma semelhante, Paulo fala aos filipenses: "..... desenvolvei a vossa salvação com tremor e temor; porque Deus é quem efetua em vós o querer e o realizar, segundo sua boa vontade" (Fp 2.12-13). 

Há muitos aspectos nesse papel ativo que devemos desempenhar na santificação.
Nós devemos seguir "a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12.14) e obedecer à vontade de Deus, que é a nossa "santificação" (Ts 4.3).
 
João diz que aqueles que esperam ser semelhantes a Cristo quando ele aparecer trabalharão ativamente na purificação de si mesmos nesta vida: "E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro" (1Jo 3.3).
 
Paulo fala aos coríntios que fujam da impureza (1Co 6.18) e que não associem com incrédulos (2Co 6.14).
 
Este tipo de empenho na obediência a Deus na santidade deve envolver grande diligência da nossa parte, porque Pedro fala a seus leitores que estivessem "reunindo toda a vossa diligência" para crescer nos traços de caráter que se harmonizam com a piedade (2Pe 1.5).
Muitas passagens especificas do Novo Testamento incentivam atenção detalhada a vários aspectos da santidade e da piedade na vida (Rm 12.1-13.14; 2Co 7.1; Ef 4.17-6.20; Fp 4.4-9; Cl 3.5-4.6; 1Pe 2.11-5.11l; e outras.)

 



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