Estamos Separados: Pelas Nossas Próprias Vontades

 

ESTAMOS SEPARADOS:       
PELAS NOSSAS PR√ďPRIAS VONTADES

 

Porque nós não temos a mesma atitude com relação aos mandatos do Senhor? Porque não nos esforçamos para mudar o dia a dia diante dos mandamentos, estatutos e ordenanças do que é maior do que qualquer presidente humano?
 

Por causa de dois motivos b√°sicos:
 

1-N√£o atinamos para as conseq√ľ√™ncias da desobedi√™ncia √† Palavra falada.
2-Não conseguimos por atenção às profecias faladas a nós pelos santos profetas de Deus de nosso tempo, pois ouvimos as mensagens da mesma forma que recebemos as notícias que nos vêm pela mídia. Somos desatentos e negligentes.
 

A Bíblia nos exorta a respeito disso:"PORTANTO, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas." (HB 2:1)
 

O fato de sermos negligentes e desatenciosos nos leva a tomar uma atitude irresponsável quanto à Palavra e quanto à nossa própria vida.
 

Sempre achamos que haverá um tempo para consertarmos aquilo que precisa ser consertado, e às vezes nem temos noção do que deve ser consertado, pois essa noção vem por revelação da palavra ouvida. Tanto a fé em Deus como a consciência do nosso estado vem pela revelação que o Espírito Santo nos traz quando ouvimos a Palavra.
 

O Senhor nos manda que sejamos santos. Como tratamos essa ‚Äėinforma√ß√£o‚Äô? Achamos que √© algo bom e vamos ‚Äútentar‚ÄĚ manter um certo distanciamento das coisas grosseiras. N√£o tomamos atitudes pr√°ticas para mudar o nosso dia a dia como fizemos com rela√ß√£o ao racionamento, ou como fazemos com rela√ß√£o aos gastos com combust√≠vel (se bem que alguns n√£o mudam quanto aos gastos com combust√≠veis, pois t√™m o costume de pagar depois e isso cria um sentimento de que na hora do pagamento ‚Äėa gente d√° um jeito‚Äô).

    Convém atentar...
    Convém a nós, atentar...
    Convém a nós atentar com mais diligência...

Convém ouvir as coisas de Deus, pois elas nos trazem santidade e a vida eterna. Convém a nós ouvir e fazer uma separação entre as notícias faladas pelos homens e os mandamentos de Deus.
 

Algumas not√≠cias, se n√£o ouvirmos, n√£o nos trar√£o conseq√ľ√™ncias. Outras produzir√£o efeitos mais ou menos graves, mas a neglig√™ncia √† Palavra de Deus traz implica√ß√Ķes eternas.
Parece que estamos vivendo num século onde a negligência faz parte do caráter assim como a cor da pele. Somos negligentes e, pronto!
 

Por causa da negligência não crescemos, não evangelizamos, não buscamos a Deus, não plantamos, e não colhemos.
 

Convém atentar para as verdades ouvidas...
Tenho percebido que a maior parte das palavras que ouvimos, das profecias que recebemos s√£o esquecidas pouco tempo depois.
 

Isso é decorrente de algumas coisas: a negligência,  e por que não temos o hábito de escrever, de anotar as coisas que o Senhor nos fala. Confiamos numa memória cada vez mais cheia e comprometida.
 

√Č preciso atentar, e n√£o somente isso, mas atentar com mais dilig√™ncia.
Ser diligente √© ser caprichoso, cuidadoso, dedicado, ter o sentimento de urg√™ncia (n√£o de pressa), n√£o adiar, n√£o procrastinar. N√£o ser n√©scio, n√£o ser tardio no cuidado, ser respons√°vel. Ser eficiente, conseq√ľente. A dilig√™ncia faz parte da vida daquele que se acostumou a come√ßar e terminar seus projetos.
 

Devemos ser mais diligentes quanto às coisas que ouvimos para não andarmos a deriva.
Isso significa n√£o andar sem rumo.
Pode ser que uma pessoa esteja sem rumo, não por falta de planos, mas por excesso de planos. Com relação ao nosso Deus, andar à deriva é andar nos nossos próprios planos sem andar nos planos Dele.
 

Um homem pode fazer muitos planos...
Podemos ter o desejo de realizar muitas coisas sem atentar com diligência nos planos de Deus.
O Salmo 139 diz que o Senhor escreveu os nossos dias antes que eles existissem e os determinou, cada um deles.
 

A vida crist√£ consiste em descobrir a cada dia aquilo que o Senhor escreveu a nosso respeito, e nisso andar.
Andar a deriva é andar fora dos planos do Senhor.
Marta tinha muitos trabalhos e n√£o estava fazendo aquilo que era o essencial.
 

Há um plano, um projeto do Senhor para cada um de nós:
 

"PORTANTO n√≥s tamb√©m, pois que estamos rodeados de uma t√£o grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embara√ßo, e o pecado que t√£o de perto nos rodeia, e corramos com paci√™ncia a carreira que nos est√° proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da f√©, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se √† destra do trono de Deus. Considerai, pois, aquele que suportou tais contradi√ß√Ķes dos pecadores contra si mesmo, para que n√£o enfraque√ßais, desfalecendo em vossos √Ęnimos."HB 12:1-3
 

Esse texto fala de uma carreira. Mas, antes, fala de uma nuvem de testemunhas que nos rodeia.
Fala daqueles homens e mulheres citados no capítulo 11 (dos quais o mundo não era digno) que foram exemplo de persistência em andar na visão e planos do Senhor.
Pessoas que deixaram as coisas mais preciosas para andar na carreira que lhes estava proposta.
 

Segundo o texto é como se essas pessoas estivessem numa arquibancada nos vendo correr numa prova. Eles estão torcendo por nós.
 

O escritor fala que devemos prestar atenção na nuvem de testemunhas e também fala de deixar e correr, olhando para Jesus.
 

Ent√£o os verbos importantes nesse texto s√£o: OLHAR, DEIXAR E CORRER. Olhar para as testemunhas tendo-as como modelo de pessoas que correram a mesma carreira na qual estamos e venceram.
 

Pessoas que deixaram seus lugares, suas fam√≠lias, subjugaram reinos, fecharam a boca dos le√Ķes, moraram em cavernas, da fraqueza tiraram for√ßa, perderam entes queridos, puseram em fuga ex√©rcitos, fora apedrejados, queimados, serrados ao meio, viveram no deserto, por causa de uma carreira.
 

Eles deixaram. Sempre temos que deixar alguma coisa em favor dos nossos ideais. Quando queremos comprar alguma coisa de valor, deixamos de comprar outra de menos valor para economizar para aquela. Quando queremos vencer em um vestibular nos dedicamos a isso e não nos envolvemos com coisas que nos dão prazer nesse período. Quando encontramos a alguém que amamos nos dedicamos a ela, e toda a nossa atenção é voltada para isso. Quando somos convocados para o exército procuramos agradar àquele que nos arregimentou.
O escritor fala de deixar duas coisas, o peso (embaraço) e o pecado.
 

Todo pecado √© um peso e embara√ßo. Disso sabemos, n√£o temos d√ļvida. N√£o √© isso que atrapalha a maior parte de n√≥s.
 

O que atrapalha são os pesos que levamos em nossas vida e que NÃO SÃO PECADO, pois, nem todo peso é um pecado.
O que nos atrapalha na vida cristã são as coisas lícitas, normais e legais.
 

Jesus nos ensinou isso quando contou a história de um homem que deu um banquete e convidou algumas pessoas. Os convidados não compareceram por motivos lícitos. A maior parte do tempo não andamos naquilo que o Senhor deseja por causa de coisas lícitas.
 

‚ÄúJesus, por√©m, lhe disse: Certo homem dava uma grande ceia, e convidou a muitos. E √† hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: vinde, porque tudo j√° est√° preparado. Mas todos √† uma come√ßaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e preciso ir v√™-lo; rogo-te que me d√™s por escusado. Outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experiment√°-los; rogo-te que me d√™s por escusado. Ainda outro disse: Casei-me e portanto n√£o posso ir.‚Ä̬† (Lc 14:16-20)
 

Três coisas lícitas impediam aqueles homens: um terreno, umas juntas de bois e o casamento.
Essas três coisas são figura de nossas propriedades, nossas atividades e nossos relacionamentos.
 

Se prestarmos a atenção devida, veremos que são essas coisas que nos impedem de correr a carreira que nos está proposta.
 

Não é pecado ter um terreno, ou uma casa. O pecado é quando essas coisas nos têm, nos dominam.
Não é pecado ter as nossas atividades. Pecado é quando essas atividades nos levam para longe do Senhor (e o problema é que isso acontece com muita sutileza, não percebemos o afastamento até que é tarde).
 

Não é pecado casar, aliás, isso faz parte do plano normal de Deus para todo ser humano, exceto para alguns especiais. O pecado é quando fazemos isso fora da vontade de Deus, com a pessoa errada e na hora errada, e quando o casamento assume o primeiro lugar nas nossas vidas pelo fato de nos esquecermos que o casamento foi instituído por Deus para que pudéssemos servi-Lo melhor.
 

Numa corrida o atleta precisa correr com o mínimo de peso.
Na Grécia antiga os velocistas corriam nus. A ciência moderna procura criar tecidos que se aproximem disso, para que o atleta vença sua corrida.
Deixar o peso! Essa é a tarefa inicial para aquele que quer correr.
Não é algo fácil, pois ele vai ter que se desfazer de coisas que lhe são preciosas, como atividades que lhe tirariam a atenção, relacionamentos que tomariam seu coração e cargas que roubariam sua energia.
 

No chamado ao discipulado Jesus n√£o nos chama para algo assim?
Deixando tudo isso para correr a carreira.
Alguns de nós estamos andando com dificuldade e até rastejando. O chamado aqui é para correr!
 

Muitos deixaram de crescer na vida espiritual. Os pecados são os mesmos de anos atrás. As conquistas são quase inexistentes, as vitórias são quase inexpressivas, e não tem grandes planos na obra do Senhor.
 

A idéia do texto não é nos apresentar algumas carreiras para que possamos escolher uma delas, mas fala da carreira proposta.
 

Deus tem planejado uma carreira para nós.
Quero mostrar dois textos que considero de suma import√Ęncia e que resumem o nosso servi√ßo aqui.
 

"Mas todos n√≥s, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a gl√≥ria do Senhor, somos transformados de gl√≥ria em gl√≥ria na mesma imagem, como pelo Esp√≠rito do Senhor. Pelo que, tendo este minist√©rio, assim como j√° alcan√ßamos miseric√≥rdia, n√£o desfalecemos;‚ÄĚ (2CO 3:18 ‚Äď 34:1)
 

O nosso principal serviço na terra é o mesmo de Jesus, ou seja, mostrar aqui o rosto do Pai, revelar o Pai.
 

As pessoas precisam conhecer a Deus e n√£o uma simples mensagem. N√£o uma doutrina ou religi√£o.
O Senhor é um Espírito e para que o mundo o conhecesse enviou Jesus, que é a expressão exata do Seu ser.
Jesus, na sua partida, depois de revelar a Deus aos seus discípulos, deixou o Seu Espírito para se revelar através de nós aos que não o conhecem.
A forma que o Senhor escolheu para que as pessoas tivessem acesso à salvação foi pela pregação da Palavra e da demonstração da Sua vida através da sua Igreja. Paulo chama isso de refletir a glória do Senhor. E essa reflexão é chama de nosso ministério.
Outra parte do ministério está relatada no seguinte texto:
 

‚ÄúMas todas as coisas prov√™m de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o minist√©rio da reconcilia√ß√£o; pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, n√£o imputando aos homens as suas transgress√Ķes; e nos encarregou da palavra da reconcilia√ß√£o. De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por n√≥s vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus.‚ÄĚ (2 Co 5:18-20)
Isso significa que o trabalho, ou ministério, que devemos desempenhar ao mundo compreende essas duas coisas:
Refletir a glória do Senhor e Reconciliar o homem com Deus.
A igreja precisa se envolver com esse ministério como a sua prioridade maior.Refletir a glória do Senhor é o maior privilégio e responsabilidade que uma pessoa pode receber na terra. Isso fala de demonstrar o caráter e a vida de Deus em nossos atos e atitudes.
√Č importante que se diga que a reflex√£o da gl√≥ria de Deus acontece como a lua que reflete a luz do sol. Ela n√£o faz qualquer esfor√ßo, assim como n√£o podemos nos esfor√ßar para refletir o Senhor. N√£o √© uma quest√£o de esfor√ßo, mas de exposi√ß√£o.
A √ļnica coisa que podemos e devemos fazer √© estar sempre diante do Senhor, n√£o permitindo que qualquer coisa se interponha entre ele e n√≥s.
Nenhuma sombra, nenhum objeto, nenhuma atividade, nenhum relacionamento, nenhum comprometimento.
N√£o podemos permitir que as nossas propriedades, nossas atividades, nem nossos relacionamentos se coloquem como nossas prioridades em detrimento de estarmos diante dele.
Isso não se refere a um momento em particular, mas em toda a nossa vida. Quando dizemos a alguém que olhe para Jesus como sua referência, se é uma pessoa que não O conhece nós expomos essa pessoa a uma situação difícil, pois o que ela tem como imagem de Jesus são as figuras em quadros ou em crucifixos.
 

A √ļnica forma de a pessoa ver algo de Jesus √© olhando para pessoas que o tem, em um primeiro momento e, depois de o conhec√™-lo vendo-o diretamente pela presen√ßa do Esp√≠rito Santo revelando-o no cora√ß√£o pela Palavra.
 

Precisamos fixar isso: assim como Jesus no seu tempo aqui na terra foi a expressão exata do Pai, a Igreja é o que se pode ver de Deus, pois ela é o corpo de Cristo, o complemento daquele que enche  tudo em todos.



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