O Perigo do Engano de Si Mesmo

 

O PERIGO DO ENGANO DE SI MESMO
 
 
Já falamos brevemente sobre o sério engano de si mesmo, necessário a levar os homens e mulheres religiosos indisporem-se com o Filho de Deus, até mesmo quando ele se senta em seu trono de julgamento. Mateus 7:21-23 não descreve pessoas que estão fazendo um jogo consciente. A presença de Deus em sua glória teria a tendência para tirar o apetite de um homem pela presunção. O que estes versículos revelam é a capacidade de um ser humano para ocultar de si mesmo seus próprios motivos e escolhas.
 
A questão importante que eles levantam é: como entramos em tal estado de engano de nós mesmos e como podemos evitá-lo?
 
A revelação nestes versículos, de que o dia do julgamento será um dia de surpresas, não é pouco assustadora.
 
N√£o saber√£o os homens, no √Ęmago dos seus cora√ß√Ķes, que n√£o t√™m sido fi√©is ao Senhor? Como n√£o puderam eles perceber sua desobedi√™ncia? Eles n√£o foram pessoas ignorantes, estranhas ao evangelho do reino. Como eles puderam n√£o saber?
 
A resposta: o engano de si mesmo.
 
O engano de si mesmo é baseado na justificação de si mesmo, o uso do padrão errado pelo qual julgar-se (Lucas 16:15; 18:9-17), ou o simples fracasso na utilização do padrão verdadeiro (a palavra de Deus).
 
A seriedade da amea√ßa que isso representa para os que buscam o reino de Deus √© evidenciada pelo n√ļmero de advert√™ncias contra ele. Paulo diz que os homens enganam-se a si mesmos quando pensam serem s√°bios ou imaginam serem alguma coisa, quando n√£o s√£o nada (1 Cor√≠ntios 3:18; G√°latas 6:3).
 
Orgulho e vaidade podem levar uma pessoa a acreditar em mentiras sobre si mesma, que ela própria contou. Tiago, em seu modo muito direto, adverte que é uma pessoa enganada por si mesma quem pensa que terá mérito só por ouvir a palavra de Deus, que ela nunca pratica, e ilustra seu ponto com o homem que se considera muito devoto, enquanto não exerce nenhum domínio sobre sua língua (1:22,26).
 
Muita freq√ľ√™ncia na igreja pode dar falsa seguran√ßa √†queles que preferem falar sobre religi√£o verdadeira em vez de viv√™-la. Pregar s√≥lida doutrina n√£o faz, necessariamente, uma pessoa piedosa.
 
Finalmente, Jo√£o admoesta que quando negamos que haja qualquer pecado em nossas vidas, estamos mentindo a n√≥s mesmos¬†¬†(1 Jo√£o 1:8). A dor ps√≠quica de confessar o fracasso, nos leva freq√ľentemente a procurar cobertura para nossos pecados no ativismo religioso, em vez do arrependimento e confiss√£o.
 
E por que os homens trabalham tão diligentemente para convencer não só aos outros, mas a si mesmo, desses mitos sobre seu relacionamento com Deus? Porque eles acham a verdade que Deus lhes disse totalmente sem atrativo e, determinados a rejeitá-la,
não querem suportar a dor de viver com uma consciência constantemente dolorida e acusadora (2 Tessalonicenses 2:10-12; 1 Timóteo 4:1-2). Algo tem que ser encontrado para encher o vazio e justificar sua desobediência.
 
Uma vis√£o distorcida da "justifica√ß√£o pela f√©" tem sido um subterf√ļgio popular. Em s√≠ntese, esta abordagem afirma que Cristo n√£o tem interesse em como se vive, mas somente em como se sente.
 
Deste ponto de vista, uma cuidadosa preocupação com a obediência aos mandamentos de Deus é vista como uma negação da graça de Deus e uma rejeição do evangelho. Às vezes, é quase o eco do espírito libertino que Paulo condena em Romanos 6:1-2: "Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?"
 
Quanto mais os proponentes desta idéia são reprovados por sua transgressão da vontade divina, mais eles declaram sua confiança na graça de Deus e no poder de sua fé. Mas isto não é fé em Deus, "mas fé na fé", um "fé-ismo" para servir a si mesmo. Certamente que somos justificados pela fé, mas uma fé que se manifesta pela obediência aos mandamentos de Deus (Lucas 6:46; João 14:15,21,23; 15:10,14; Gálatas 5:6; Tiago 2:14-26). Esta é, claramente, a mensagem do Sermão da Montanha.
 
Outro freq√ľente disfarce para a desobedi√™ncia √© "o fim justifica os meios." Que diferen√ßa faz o modo como foi feito, √© o argumento, desde que o resultado positivo √© conseguido.
 
Esta pode ter sido a l√≥gica de Davi, quando mudou a arca da Alian√ßa para Jerusal√©m. O fim era bom, mas o meio foi rejeitado dramaticamente (1 Cr√īnicas 13:1-14; 15:1-15).
Foi certamente o pensamento de Saul, quando ele desobedeceu a Deus, na matança dos amalequitas. Poupar os melhores animais (uma transgressão) foi justificado como um meio de adorar a Deus (1 Samuel 15:15). Deus não se impressionou (15:22-23).
 
Se há um ponto claramente afirmado no Sermão da Montanha, e há muitos, é que no reino do céu meios e fins são o mesmo. Meios divinamente escolhidos são adequados a fins divinamente escolhidos. Meios errados subvertem fins certos. A desobediência nunca pode produzir o coração submisso e confiante que nosso Senhor tanto deseja.
 
Mas, como poderemos escapar desta tend√™ncia humana pelo engano de si mesmo? Aproximando-nos das Escrituras com nossos cora√ß√Ķes dados a Deus e n√£o com um interesse acad√™mico ou institucional. Temos que enfrentar o que o Filho de Deus realmente disse, n√£o importa que isso seja custoso, ou penoso, ou fora de moda.
 
E ent√£o, √† clara luz do ensinamento de Deus, temos que nos engajar constantemente no mais sincero sondar dos nossos pr√≥prios cora√ß√Ķes (2 Cor√≠ntios 13:5). Sem exame pr√≥prio, o engano de si mesmo √© inevit√°vel.
 
Temos que perguntar-nos não somente se o que estamos fazendo está de acordo com a vontade de Deus, mas se o estamos fazendo pelo amor de seu Filho. Muito do que é feito "em nome de Cristo" é executado para a glória dos homens.
 
Como é imperativo a nós o espírito de Davi: "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração: prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno" (Salmo 139:23-24).
 
 


www.casadosenhor.com.br
Salvar em PDF
Compartilhar

Estudos Bíblicos. Rádio Web Nova Vida - Bíblia Online

Minist√©rio Internacional Casa do Senhor. © 2003-2018 Todos os direitos reservados. ®